| Peso | 72 g |
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| Dimensões | 16,5 × 10 × 0,7 cm |
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| Observação: | Assinatura na folha de guarda, Cortes com pontos de oxidação, Livro de Bolso, Extremidades da capa danificadas |
A Viuvinha
R$5,00
“O Rio de Janeiro ainda se lembra da triste celebrida-
de que, há dez anos passados, tinha adquirido o lugar onde
está hoje construído o hospital da Santa Casa.
Houve um período em que quase todas as manhãs os
operários encontravam em algum barranco ou entre os
cômoros de pedra e de areia o cadáver de um homem que
acabara de pôr termo à sua existência. (…)
Amantes infelizes, negociantes desgraçados, pais de
família carregados de dívidas, homens ricos caídos na misé-
ria, quase todos aí vinham, atraídos por um ímã irresistível,
por uma fascinação diabólica.
(…) Ouviram-se dois tiros de pistola; os trabalhado-
res que vinham chegando para o serviço correram ao lugar
donde partira o estrondo e viram sobre a areia o corpo de
um homem, cujo rosto tinha sido completamente desfigu-
rado pela explosão da arma de fogo,
Um dos guardas meteu a mão no bolso da sobrecasaca
e achou uma carteira, contendo algumas notas pequenas, e
uma carta apenas dobrada, que ele abriu e leu:
Peço a quem achar o meu corpo o faça enterrar ime-
diatamente, afim de poupar à minha mulher e aos meus
amigos esse horrível espetáculo. Para isso achará na mi-
nha carteira o dinheiro que possuo.
JORGE DA SILVA, 5 de setembro de 1844.”
Trecho do livro “A Viuvinha” de José de Alencar
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